01 de agosto de 2007

Ele é como a árvore que no devido tempo dá o seu fruto

Salmo 1

Que jóia de palavra amável! Com ela, confirma-se a liberdade da justiça cristã. Os ateus supersticiosos têm seus dias certos, suas épocas determinadas, as obras ordenadas e lugares escolhidos aos quais estão escravizados de tal forma que não se deixam separar deles, ainda que seu próximo morra de fome. Esse homem bem-aventurado do salmo, porém, é livre e disposto a toda hora, a toda obra, em toda parte, para com qualquer pessoa; sem qualquer situação que apareça, ele serve, e o que lhe aparecer, ele o faz. Mas é nada especial e nem quer sê-lo. Traz o seu fruto a seu tempo, ambos os frutos – em relação a Deus, sempre que o momento o exige, e em relação aos homens, sempre que necessitem de seu serviço e esforço. Por essa razão, também seu fruto não tem nome, nem ele próprio tem nome; igualmente, suas correntes de água não têm nome; e assim não serve a uma só pessoa, apenas em determinada época, nem em lugar especial, nem com uma só obra, mas serve a todos, em toda parte e em todas as coisas, e é, de fato, um homem disposto a toda hora para todo e qualquer serviço a toda e qualquer pessoa, quando, para que e como se necessita dele e, segundo a imagem de Deus, ele é tudo e sobre todas as coisas.