É provável que Lutero tenha composto este hino para o Domingo da Trindade. Antes que Lutero publicasse a "Missa Alemã", ele passou a ser cantado em cultos evangélicos. Em 1526, o próprio Lutero passou a adotar este costume em Wittenberg. Como hino de confissão de fé, passou a ser cantado também fora do culto, em sepultamentos. Em 1542, Lutero incluiu-o entre os hinos a serem cantados por ocasião de sepultamentos. Para estudar seu conteúdo teológico, é importante consultar os Catecismos do reformador. Na melodia, Lutero manteve o velho modo gregoriano dos credos latinos cantados. O hino deve ter sido composto em 1524.
O hino encontra-se em Hinos do Povo de Deus, nº 88 e no Hinário Luterano, nº 233.
1 – Nós cremos todos num só Deus,
Criador de céu e terra.
Nós todos somos filhos seus;
nele todo o amor se encerra.
Quer saciar-nos com carinho,
alma e corpo preservar-nos;
tira o mal que há no caminho;
perdição não há de alcançar-nos.
Protege-nos com seu amor.
Tudo está nas mãos do Senhor.
2 – Nós cremos todos em Jesus,
Filho seu e Deus glorioso,
eterno, como o Pai na luz,
Deus igual e poderoso.
Foi nascido de Maria,
pelo Espírito gerado;
trouxe a nova da alegria,
em favor do homem condenado.
Na cruz foi morto, mas por Deus
ressurgiu e retornou aos céus.
3 – Nós cremos todos com fervor
em o Espírito Sagrado,
dos míseros Consolador,
com seus dons os tem dotado.
Guarda toda a cristandade
e a conserva sempre unida;
perdoando a iniqüidade,
nos concede a eterna vida.
Após a luta, o Senhor
há de nos levar ao seu fulgor. |