A primeira estrofe do presente hino é quanto a seu gênero a mais antiga "leise" alemã. Na missa medieval, o povo só podia cantar o "Kyrie-eleison" (tem piedade de nós, Senhor). Todas as demais partes da missa eram cantadas pelo sacerdote e/ou pelo coro. Quando o povo compunha hinos sacros, que cantava fora do templo, acrescentava-lhes o Kyrie-eleison, como se estivesse pedindo perdão por sua ousadia. A primeira estrofe deste hino é mencionada por Bertoldo de Ratisbona, falecido em 1272. Tomás Müntzer também a usou em seu culto em língua alemã em Allstedt, em 1523. No "Formulário da Missa" de 1523, Lutero recomenda seu uso. Logo após a publicação do "Formulário da Missa", Lutero deve ter lhe acrescentado mais três estrofes. Na "Missa Alemã", de 1526, Lutero dá-lhe lugar de destaque e, em 1542, coloca-o entre os hinos que podem ser cantados por ocasião de sepultamentos. As semanas em que o hino foi composto eram especialmente difíceis. Os entusiastas agiam e os camponeses estavam sobremaneira inquietos.
1- Ao Santo Espírito quero orar:
Sobretudo fé nos queiras dar.
Vem e nos protege no fim da via,
ao partirmos do exílio à pátria.
Kyrie eleison.
2- Preciosa luz, vem resplandecer,
Cristo só ensina a conhecer.
Que no Salvador permaneçamos
e na celestial pátria entremos.
Kyrie eleison.
3-
Tu doce amor, ó dá-nos teu favor,
faze-nos sentir o teu ardor;
sempre nos amemos mutuamente,
que nos una a paz fraternalmente.
Kyrie eleison.
4-
Ó tu supremo Consolador,
dá que não temamos morte ou dor;
e que a nossa mente não desespere
se satã ameaça de morte.
Kyrie eleison. |