O hino deve ter surgido na época de Pentecostes de 1524, sendo contemporâneo do hino "Agora pedimos ao Espírito Santo". As concepções expostas nos dois hinos são bastante similares. No entanto, o presente hino é mais alegre. É hino de louvor. A comparação dos dois hinos é importante. Enquanto o anterior fala de preocupações, este dá sinais de gratidão por causa do progresso da causa. Mais uma vez, Lutero toma estrofe medieval, do século XV, tradução da Antiphona in vigilia pentecostes: Veni sancte spiritus (Antífona na vigília de Pentecostes: Vem Espírito Santo). Lutero retrabalha a estrofe medieval e acrescenta-lhe outras duas.
Hino composto para ser cantado na época da Trindade, em 1524. Como já afirmamos na Introdução a outro hino, a época era crítica e exigia perseverança: "Mantém-nos em fé firme".
Na Idade Média, havia um número muito grande de estrofes semelhantes ao presente hino. Lutero adapta a estrofe, originalmente dedicada à invocação dos santos, à redescoberta do centro da mensagem evangélica, invocando, agora, em seu lugar, o próprio Deus.
1- A melodia é do século XIII ou XIV.
Deus e Pai, vem nos salvar,
para que não pereçamos,
do pecado libertar,
que na paz morrer possamos.
Vem do diabo nos livrar,
que em firme fé vivamos,
e em ti só confiemos,
de coração creiamos,
só a ti nos entregar!
Com todo o vero crente
ferir a vil serpente
co'as armas do Valente.
Digo amém, assim será.
Cantemos, pois, Aleluia!
2- Ó Jesus, vem nos salvar,
para que não pereçamos
do pecado libertar,
que na paz morrer possamos.
Vem do diabo nos livrar,
que em firme fé vivamos,
e em ti só confiemos,
de coração creiamos,
só a ti nos entregar!
Com todo o vero crente
ferir a vil serpente
co'as armas do Valente.
Digo amém, assim será.
Cantemos, pois, Aleluia!
3- Vem, Espírito, salvar,
para que não pereçamos,
do pecado libertar,
que na paz morrer possamos.
Vem do diabo nos livrar,
que em firme fé vivamos,
e em ti só confiemos,
de coração creiamos,
só a ti nos entregar!
Com todo o vero crente
ferir a vil serpente
co'as armas do Valente.
Digo amém, assim será.
Cantemos, pois, Aleluia! |