Coragem, sou eu! Não tenham medo! (v. 50)
“Desgraça chama desgraça”, diz o povo. Os discípulos estavam numa situação desesperadora. Ficaram apavorados, literalmente, “de cabelo em pé”!
O que lhes pareceu um fantasma veio a ser a solução. Deus tem maneiras estranhas de nos ajudar. Não era um fantasma; era Jesus!
Jesus ficou conversando com seu Pai em oração no alto do monte enquanto os discípulos tentavam atravessar o lago. Foram surpreendidos por uma tempestade e por ventos contrários. O texto original pode ser traduzido como “sendo atormentados”, isto é, ameaçados pela tormenta.
“Ele viu que os discípulos estavam remando com dificuldade porque o vento soprava contra eles... e foi até lá, andando em cima da água” (v. 48). Jesus vê as contrariedades da nossa vida e vem ao nosso encontro. Nem sempre o reconhecemos, e muitas vezes desesperamos. Mas suas palavras continuam atuais: “Coragem, sou eu! Não tenham medo!”
Palavras semelhantes foram ditas aos pastores nas campinas de Belém, quando Jesus nasceu; e também às mulheres e aos discípulos, quando Jesus ressuscitou. Ele viu nossas dificuldades e veio ao nosso encontro na manjedoura e na cruz, e selou sua ajuda com a ressurreição.
Ele continua perto e vindo até nós na sua santa Palavra e na Santa Ceia. Não olhemos para a Bíblia apenas como um livro a mais na estante ou como um amuleto de sorte. Não olhemos para a Santa Ceia apenas como um ritual do culto. É Jesus vindo até nós para nos resgatar da nossa desgraça e acalmar a nossa angústia. “Coragem, sou eu! Não tenham medo!”
Querido Jesus, vem ao meu encontro sempre e faze-me reconhecer a tua graciosa presença todos os dias, nas horas boas e nas horas tristes. Acalma-me quando estou atormentado. Amém.
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