01 de julho de 2002

ÁGUA PARA A PIOR SEDE

João 4.1-14

Você lembra aquela propaganda em que um homem empoeirado, com o rosto desfigurado e a boca seca, adentrava um pequeno bar em uma área árida e remota e pedia um refrigerante? Enquanto bebia sofregamente, ouvia-se, ao fundo, uma voz: "Teem para a pior sede!" "Uma propaganda bem bolada", diríamos. A idéia fundamental deste comercial, porém, não é acabar definitivamente com a sede, mas despertar no telespectador a vontade de consumir o produto cada vez que estiver sedento. O texto de hoje fala de algo semelhante. Jesus encontrou uma mulher samaritana junto a um poço. E, no calor do meio-dia, sedento, pediu-lhe água para beber. A mulher estranhou, pois sabia que Jesus era judeu e os judeus não se relacionavam com samaritanos! No diálogo que se travou entre as duas pessoas, o rumo da conversa foi desviado da sede física para a sede espiritual: "... aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede" (v. 14), diz Jesus. A reação da mulher foi imediata: "Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água" (v. 15). Ao contrário da propaganda de refrigerante, que, em verdade, não quer saciar o sedento, mas induzi-lo a consumir o produto cada vez que ele voltar a sentir sede, Jesus Cristo, a água da vida eterna, quer libertar e saciar para sempre. O que valeu para a mulher samaritana, vale para nós: para a pior sede, não há melhor água do que Jesus! Bebamos, pois, dele diariamente. Não hesitemos em voltar a ele e beber cada gota de seu doce Evangelho.